sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Audiência Pública sobre extensão da malha ferroviária ocorre na segunda, 12


Trecho Sob Concessão da ALL (América Latina Logística) utilizado pela MRS Logística em Jundiaí sentido Campinas - São Paulo.




Na próxima segunda-feira, dia 12, às 19h, no Plenário Ulysses Guimarães, na Câmara Municipal, ocorre a terceira Audiência Pública do movimento que está reivindicando a extensão do trem da CPTM até Campinas. A Audiência é aberta a toda comunidade.

A primeira Audiência foi realizada no final de agosto em Campinas e a intenção é mobilizar toda população das cidades de Campinas, Valinhos, Vinhedo e Louveira para que cobrem do Governo Estadual o prolongamento por mais 40 quilômetros do trem da CPTM, que atualmente liga São Paulo a Jundiaí. O percurso com parada prevista nas quatro cidades levaria em média 1h20 entre Campinas e São Paulo.

Foto: Denis Castro
Fonte Notícia:



SP e União decidem tirar Ferroanel da gaveta



 Valor Econômico
Sob o risco de colapso no transporte de cargas pela maior região metropolitana do país, a presidente Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin começaram a destravar as negociações em torno do Ferroanel de São Paulo, tido como projeto estratégico do setor ferroviário.
As equipes de Dilma e de Alckmin chegaram a um difícil consenso e decidiram retomar a ideia original do Ferroanel: a construção de um trecho de 66 quilômetros entre Campo Limpo Paulista (por onde passam os trens vindos de Campinas) e Engenheiro Manoel Feio (a caminho do porto de Santos). Trata-se do chamado Tramo Norte. Diferentemente da versão anterior, no entanto, o novo projeto deverá seguir o traçado do Rodoanel Norte, a partir da estação Perus.
Ainda falta muito para o início das obras, mas o processo de licenciamento ambiental poderá tramitar junto com o do trecho norte do Rodoanel. Calcula-se que cerca de 80% do traçado do Ferroanel acompanhará o anel rodoviário, que tem uma previsão de 150 metros de faixa de domínio (área de reserva nas laterais que evitam sua ocupação desordenada). Para o licenciamento ambiental, estuda-se estender a faixa de domínio em mais 30 metros, dando espaço para a instalação dos trilhos. Sabe-se que haverá a necessidade de túneis e viadutos, já que as obras vão atravessar a Serra da Cantareira.
Com isso, o governo federal e o de São Paulo pretendem resolver a convivência cada vez mais tumultuada entre os trens de cargas e de passageiros. Hoje, as composições de cargas da MRS Logística - concessionária que atua na região - só podem atravessar a Grande São Paulo durante as janelas de ociosidade nas operações de passageiros da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM).
A novidade não vem apenas do setor público. Pela primeira vez, a própria MRS admite financiar - ainda que parcialmente - a obra, orçada em mais de R$ 1 bilhão. Sem detalhar a equação financeira do projeto, o presidente da empresa, Eduardo Parente, diz que há disposição da MRS em liberar recursos para o Ferroanel e propõe, em troca, uma extensão do contrato de concessão, que expira em 2026.
De acordo com o executivo, a construção do anel ferroviário tornaria viável o maior uso dos trilhos para o transporte de produtos como soja e açúcar para Santos. De 2,5 milhões de TEUs (contêineres equivalentes a 20 pés) que chegam ao porto, por ano, só 80 mil são transportados por ferrovias. Com o Ferroanel, esse volume pode aumentar facilmente para 1,5 milhão de TEUs. Dá para tirar, tranquilamente, 5 mil caminhões por dia de circulação da cidade de São Paulo, assegura Parente.
A volta ao projeto original aposenta a ideia de construir uma passagem subterrânea para cruzar o centro da capital. Essa solução, apelidada de mergulhão pelas autoridades que discutiam o assunto, incluía um túnel de dois a três quilômetros de extensão nas regiões da Luz e do Brás. Ela complementava o projeto de duplicação das vias, na região sul da Grande São Paulo, compartilhadas hoje por cargas e passageiros. Aproveitando a faixa de domínio desocupada da ferrovia já existente, segregava as duas redes e dava uma solução mais barata - estimava-se R$ 800 milhões - ao problema, mas mantinha outro: cargas pesadas continuariam passando por áreas densamente povoadas. Por isso, o prefeito Gilberto Kassab vetou a ideia com veemência, o que a jogou dentro da gaveta.
A segunda alternativa, agora descartada, previa a construção do Tramo Sul do Ferroanel, entre Evangelista de Souza e Rio Grande da Serra. Para a MRS, era uma obra de pouca eficiência logística. O governo federal também a via com desconfiança. Para o governo de São Paulo, no entanto, era uma obra que permitia escoar alguma carga vinda do interior paulista pelo porto de Santos, sem dar ao transportador a opção de seguir por trilhos rumo a Itaguaí (RJ), visto como concorrente do porto paulista.
Tantas idas e vindas atrasaram em mais de dez anos a execução do Ferroanel. Agora, diferentemente do que ocorreu no passado, todas as esferas de governo estão alinhadas. As divergências internas que havia no governo de José Serra (2007-2010) também foram superadas. Há um clima de entendimento, afirma Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Se já existe consenso em torno da escolha pelo Tramo Norte do Ferroanel, a equação financeira do projeto ainda não tem uma definição. Figueiredo vê com cautela a sugestão da MRS de desembolsar recursos próprios para a obra, em troca de prorrogação da concessão. É uma possibilidade, mas não é a única, nem é a possibilidade que consideramos em primeiro lugar, diz.
A consultoria francesa Logit foi contratada para fazer um estudo sobre a demanda de cargas que podem passar pelo Ferroanel. Em 2007, um relatório do BNDES mantido sob reserva pelo governo considerou a obra urgente e classificou o compartilhamento da malha ferroviária na região metropolitana de São Paulo como um dos maiores gargalos logísticos do país.
O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, adverte que a situação só vai piorar. A partir de 2015, e portanto nos restam apenas quatro anos, teremos ainda mais dificuldades para arrumar janelas para a operação de cargas na Grande São Paulo, diz. Ele explica: todas as linhas da CPTM estarão operando com intervalo inferior a quatro minutos entre cada trem de passageiros. Algumas ficarão, inclusive, abaixo de três minutos.
Hoje, a maioria das linhas tem entre cinco e seis minutos de intervalo entre as composições. Com isso, sobram 12 janelas de ociosidade para as operações de cargas da MRS, em duas faixas de horário: das 9h às 15h, e depois das 21h às 3h. É impossível ampliar essas faixas porque os trens de cargas são muito lentos e pesados, e a operação concomitante com as composições de passageiros fica inviável.
Há quatro anos, quando estudou o assunto, o BNDES estimou que a demanda de transporte de cargas ferroviárias no Ferroanel passaria de 52,8 milhões de toneladas para 99,4 milhões de toneladas em 2023. Há forte potencial para mercadorias como soja, açúcar, álcool, areia e fertilizantes. A MRS diz que a construção do Tramo Norte permitiria o uso de contêineres double deck, que duplicam a capacidade de transporte sobre trilhos.

Sexta-feira é o último dia de funcionamento da Ponte Orca

Usuários poderão fazer transferência da CPTM para o Metrô na Estação Pinheiros




Com a ampliação do horário de funcionamento da Linha 4-Amarela do Metrô, que passará a operar das 4h40 à meia-noite a partir de segunda-feira (12), a Ponte Orca deixará de funcionar. O serviço liga as estações Cidade Universitária - da Linha 9-Esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) - e Vila Madalena, da Linha 2-Verde do Metrô. O último dia de operação da Ponte Orca será esta sexta-feira (9), das 21h até as 22h30.
O objetivo do serviço era intensificar a integração das linhas da CPTM e do Metrô e fazer com que usuário economizasse tempo ao evitar o trânsito pelas estações Barra Funda, Sé e Paraíso. Os usuários têm agora a opção de fazer a transferência entre os sistemas na Estação Pinheiros, que atende a Linha 4 do Metrô e a Linha 9 da CPTM.
Desde 2007, quando passou a ser gerenciado e fiscalizado pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), o serviço Ponte ORCA transportou 19,8 milhões de usuários em quatro ligações: Barra Funda - Vila Madalena, Cidade Universitária Vila Madalena, Tamanduateí Alto do Ipiranga e Tamanduateí Sacomã. As informações são da EMTU.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Primeiro de 34 trens comprados da China é enviado ao RJ

Navio de bandeira panamenha Da Zhong é o responsável pelo transporte dos vagões


O presidente da Supervia, Carlos José da Cunha, afirmou na quarta-feira passada, durante audiência da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que os primeiros trens comprados na China chegarão ao Rio já ainda em setembro.
Segundo Cunha, os primeiros quatro trens já foram embarcados em navios e estão a caminho do país. “Além disso, três trens da frota atual serão reformados, sendo que a entrega do primeiro está programada para novembro, e a partir de janeiro receberemos quatro trens reformados por mês”, afirmou o presidente da concessionária, durante a audiência que acontece neste momento na Alerj.

Encomenda das composições totalizou R$ 263,44 milhões


Ainda de acordo com Cunha, um novo sistema de sinalização que vai reduzir consideravelmente o intervalo de trens já está sendo implantado, com prazo de dois anos para conclusão. “Hoje a sinalização existe mas tudo depende do maquinista, então precisamos de um intervalo maior entre as composições para evitar acidentes no caso de falha humana. O novo sistema vai ser automatizado, o que vai permitir um intervalo de três minutos entre os trens, o mesmo do Metrô”, explicou.

Vagões são embarcados em navio ancorado em porto chinês




Fonte:

 Jornal do Brasil

Metrô desliga escada rolante de estação Paulista em horário de pico e revolta passageiros



Jovem precisa andar em esteira parada na estação Paulista da linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo


Empresa diz que ação é uma medida de segurança para controlar o fluxo


A  superlotação de passageiros na estação Paulista da linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo tem feito os funcionários desligarem parte das escadas e esteiras rolantes do local nos horários de pico. Usuários da estação, que faz integração com a linha 2-Verde do sistema, reclamam do tumulto constante no local por causa da medida. Em média, cerca de 140 mil usuários circulam no local diariamente.

A reportagem do R7 esteve na estação no final da tarde da última quarta-feira (24) e constatou o problema. Passageiros chegaram a classificar a situação na estação no fim do dia como “caos”. Foi o caso do analista de comunicação Rafael Ernandi, de 27 anos. Ele afirma que a estação inaugurada em 2010 até facilitou o acesso à avenida Paulista, mas em horários de grande movimento o local fica insuportável.

- A estação tem um único corredor [que liga a linha Amarela à Verde] de entrada e saída de passageiros e, no horário de pico, fica impossível caminhar. É preciso até mesmo desativar as escadas rolantes.

Usuária de estação, a bancária Dirce Alexandre Nunes, 52 anos, confirma que é normal encontrar algumas esteiras e escadas rolantes desligadas nos períodos de movimento mais intenso.

- Todos os dias desligam. Falaram que é por causa do grande fluxo e a gente entende que eles estão em fase de adaptação. Mas é ruim. Eu fico 15 minutos andando aqui dentro.

Ernandi também reclama do tempo que gasta andando entre as estações.

- O passageiro, muitas vezes, chega a ficar parado e perde pelo menos 15 minutos para chegar à plataforma, tempo superior ao percurso entre as estações Paulista e Pinheiros, onde é realizada a integração com a CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos].

Ação de segurança 
A assessoria do Metrô afirmou que o tumulto na estação Paulista ocorre pelo grande número de pessoas que utilizam a “via” no mesmo horário. A empresa ressalta que neste mês de agosto o Metrô bateu o recorde histórico de 4 milhões de passageiros transportados diariamente.

Nesse contexto, segundo o Metrô, desligar escada e esteira é uma medida de segurança, uma forma de bloqueio para conter o fluxo de passageiros. De acordo com a empresa, caso não haja o desligamento, core-se o risco de a multidão se projetar na plataforma, criando um risco enorme de acidentes.

Porém, não é assim que muitos usuários têm enxergado o desligamento das escadas. As colegas de trabalho Suzana Batista David, de 26 anos, e Lorena Moura, de 23, ambas auxiliares de seguros, dizem que todos os dias se deparam com a multidão na estação e com escadas desligadas. Suzana diz acreditar que a interrupção no funcionamento da escada acaba piorando a situação na Paulista.
- Acho que atrapalha o movimento na estação, porque vai acumulando o número de pessoas e o risco de tropeçar acaba sendo maior. 



O Metrô informa que a previsão é que o fluxo de passageiros na Paulista diminua a partir de setembro, quando a linha 4 irá inaugurar as estações/conexões República, integrada com a linha 3-Vermelha, e Luz, ligada à linha 1-Azul, ambas na região central de São Paulo. Segundo a empresa, atualmente, grande parte dos passageiros que fazem a transferência da linhas 4-Amarela para a 2-Verde usando as estações Paulista e Consolação segue em direção à estação Paraíso pois tem com destino final o centro da capital paulista.

Aumento
A estação Consolação, da linha 2-Verde, teve crescimento de 68% no número de passageiros só nos últimos quatros meses. Em maio, cerca de 84 mil pessoas usaram a estação por dia. No dia 3 de agosto, circularam por lá 142 mil usuários.

O período coincide com ampliações no funcionamento da linha 4-Amarela, cuja estação Paulista faz conexão com a linha 2 na Consolação. Entre as principais mudanças na linha 4 estão a abertura da estação Pinheiros e a extensão do horário de abertura, até as 21h.

Assista ao vídeo:




Julia Carolina, do R7


CPTM CONCLUI OBRAS DA ESTAÇÃO PROVISÓRIA DE FERRAZ DE VASCONCELOS









Desde o Domingo, 4, teve início a operação comercial da CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos] na estação provisória de Ferraz de Vasconcelos. Os usuários estão sendo informados por meio de folhetos, tótens, banners e avisos sonoros nos trens e estações. A próxima etapa será o início da demolição das instalações antigas, aonde será reconstruída a nova estação.

O futuro prédio contará com plataformas cobertas, escadas rolantes e todos os itens de acessibilidade [elevadores, piso e rota táteis, comunicação em Braille, corrimãos e rampas adequadas]. Além de banheiros públicos comuns e bicicletario, haverá também sanitários exclusivos para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Para transpor a via férrea, uma passarela iluminada ficará aberta 24 horas. Atualmente, a estação Ferraz recebe a média de 23 mil usuários/dia útil.

Com a conclusão das obras das estações Ferraz de Vasconcelos e Suzano, que também está sendo reconstruída, e de todas as obras de infraestrutura na Linha 11-Coral, o serviço Expresso Leste será estendido até Suzano durante todo o horário comercial, solucionando as dificuldades existentes hoje em Guaianazes.

Obras x atendimento aos usuários
Executar obras de infraestrutura e reconstrução de estações, sem deixar de operar as linhas, exige uma série de medidas da CPTM no sentido de minimizar os impactos aos usuários e na população local e, ao mesmo tempo, permitir o cumprimento dos cronogramas, sem deixar de atender aos usuários.

Os serviços de infraestrutura, por exemplo, são realizados em sua maioria nos períodos de vale, aos fins de semana, feriados e de madrugada. Às vezes, essas obras podem exigir restrição de velocidade durante toda a operação, em determinados trechos.

É importante compreender que essas obras de infraestrutura que estão sendo realizadas nas seis linhas permitirão que os novos trens, que já estão sendo entregues para a frota da CPTM, num total de 105 composições novas, tenham um melhor desempenho, resultando na redução do intervalo entre as composições e no aumento da oferta de lugares.





Do Site CPTM 

Rumo Logística quadruplica armazéns



A Rumo Logística deve elevar a capacidade estática de seus armazéns localizados no Porto de Santos das atuais 25 mil toneladas para 100 mil toneladas a partir de março de 2012, quando deve ter início a próxima safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul. Para isso, estão sendo investidos R$ 40 milhões, de um total de R$ 200 milhões que devem ser investidos no porto pela empresa, braço logístico do grupo Cosan, até 2014.
Segundo Carlos Magano, diretor comercial e de operações do porto da Rumo Logística, a empresa também vai investir R$ 35 milhões para troca do shiploader (carregador) e outros R$ 3,5 milhões para construir uma cobertura na área de carregamento, o que permitirá um ganho de 90 dias de embarque, que é a média de dias com chuva por ano, que impedem o embarque de açúcar. Essas duas medidas vão elevar o potencial de embarque anual da Rumo em 6 milhões de toneladas de açúcar.
"Com a cobertura, vamos elevar a capacidade de embarque em 2,5 milhões de toneladas por ano. Já o novo shiploader vai aumentar a capacidade de carregamento em cerca de 3,5 milhões de toneladas", disse. A expectativa é de atingir uma capacidade de embarque de até 20 milhões de toneladas em dois anos, dobrando o volume embarcado na safra 2010/11, que foi de 10 milhões de toneladas.
Magano disse que outros R$ 1,1 bilhão estão sendo investidos na aquisição de vagões e locomotivas ferroviárias e na duplicação de um trecho da ferrovia entre o início da Serra do Mar até Sumaré (SP), onde existe um gargalo na via administrada pela ALL. Segundo ele, os 750 vagões e 50 locomotivas já estão em operação e já carregaram na safra 2010/11 50% dos 1 milhão de toneladas transportados pela Rumo.


03/09/2011 - O Estado de S. Paulo